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A VIA CRUCIS: UM CAMINHO DE FÉ, DEVOÇÃO E ESPERANÇA NAS ESTAÇÕES DA PAIXÃO

A VIA CRUCIS: UM CAMINHO DE FÉ, DEVOÇÃO E ESPERANÇA NAS ESTAÇÕES DA PAIXÃO

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A Via Crucis, ou Via-Sacra, é uma devoção católica que consiste em percorrer, mentalmente e por meio de orações, o caminho que Jesus Cristo fez carregando a cruz, desde o Pretório até o Calvário, onde foi crucificado e morto, esse caminho é dividimos em 14 estações, que representam os momentos mais importantes da Paixão de Cristo, e que são meditados pelos fiéis, que se unem ao seu sofrimento e ao seu amor. A origem da Via Crucis remonta à época das Cruzadas, quando os cristãos que visitavam a Terra Santa queriam seguir os passos de Jesus em Jerusalém, na chamada Via Dolorosa, essa prática se difundiu no Ocidente, graças à ação de São Francisco de Assis, que a introduziu na Itália, no século XIII e desde então, a Via Crucis se tornou uma tradição popular, especialmente na Quaresma, e foi enriquecida com textos bíblicos, hinos, reflexões e obras de arte.

Vamos percorrer as 14 estações da Via Crucis juntos:

  1. Jesus é condenado à morte: Pilatos, pressionado pela multidão, entrega Jesus aos soldados, que o açoitam, o coroam de espinhos e o vestem de púrpura, zombando dele como rei dos judeus, é quando Pilatos lava as mãos, dizendo que não é responsável pelo sangue inocente, logo Jesus aceita a sentença injusta, em obediência à vontade do Pai.
  2. Jesus carrega a cruz: Os soldados colocam sobre os ombros de Jesus a pesada cruz, que ele deve levar até o lugar da execução, Jesus abraça a cruz, que é o instrumento de sua salvação e a de toda a humanidade, Ele começa a sua via-sacra, carregando o peso dos nossos pecados.
  3. Jesus cai pela primeira vez: Jesus, enfraquecido pelos maus-tratos e pela perda de sangue, tropeça e cai sob o peso da cruz, Ele se levanta com dificuldade, apoiado pela sua força interior e pelo seu amor infinito, e assim nos ensina a não desanimar diante das quedas, mas a confiar na sua graça.
  4. Jesus encontra a sua Mãe: No meio da multidão, Jesus encontra o olhar de sua Mãe, Maria, que o acompanha com dor e compaixão, ambos se reconhecem como filho e mãe, unidos pelo mesmo destino de sofrimento e entrega. Eles se confortam mutuamente com o seu amor e a sua fé. Maria é a Mãe das Dores, que participa da Paixão de seu Filho.
  5. Simão Cireneu ajuda Jesus a carregar a cruz: Os soldados, vendo que Jesus está exausto e que não consegue mais andar, obrigam um homem que passava por ali, chamado Simão de Cirene, a ajudar Jesus a carregar a cruz. Simão, a princípio relutante, se torna um colaborador de Jesus, aliviando o seu fardo. Ele representa todos os que ajudam os que sofrem, seguindo o exemplo de Jesus.
  6. Verônica limpa o rosto de Jesus: Uma mulher, chamada Verônica, movida pela piedade, se aproxima de Jesus e enxuga o seu rosto suado e ensanguentado com um véu. Ao retirar o véu, ela vê estampada nele a imagem de Jesus, ela guarda o véu como uma relíquia preciosa, a mesma representa todos os que reconhecem e veneram o rosto de Jesus nos que sofrem, seguindo o seu mandamento do amor.
  7. Jesus cai pela segunda vez: Jesus, cada vez mais fraco e cansado, cai novamente sob o peso da cruz, Ele se levanta com mais dificuldade, apoiado pela sua vontade de cumprir a sua missão, e assim nos ensina a não desistir diante das provações, mas a perseverar na nossa vocação.
  8. Jesus encontra as mulheres de Jerusalém: Algumas mulheres piedosas, que seguiam Jesus, choravam e lamentavam por ele. Jesus, então, se volta para elas e diz: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, mas por vós mesmas e por vossos filhos”. Ele as adverte sobre os males que virão sobre a cidade e sobre o povo infiel, Jesus as convida a se converterem e a se prepararem para o seu Reino.
  9. Jesus cai pela terceira vez: Jesus, quase sem forças, cai pela terceira vez, chegando ao limite de sua resistência humana, Ele se levanta com a ajuda dos soldados, que o arrastam até o Calvário, nesse momento nos ensina a não perder a esperança diante das tribulações, mas a confiar na sua vitória sobre o mal e a morte.
  10. Jesus é despojado de suas vestes: Chegando ao lugar da crucificação, os soldados tiram as vestes de Jesus, deixando-o nu e exposto ao escárnio e à vergonha, eles lançam sortes sobre as suas roupas, cumprindo a profecia. Jesus se despoja de tudo, até da sua dignidade humana, para nos revestir da sua glória divina. Nesta passagem Jesus nos ensina a nos desapegarmos das coisas deste mundo, para nos apegarmos às coisas do alto.
  11. Jesus é pregado na cruz: Os soldados deitam Jesus sobre a cruz e cravam os seus pulsos e os seus pés com grandes pregos, causando-lhe uma dor atroz, eles erguem a cruz e a fixam no chão, deixando Jesus suspenso entre o céu e a terra. Jesus se oferece como um sacrifício de amor ao Pai, pela salvação de todos, nos ensinando a entregarmos nas mãos de Deus, nossas aflições e pela conversão de todos.
  12. Jesus morre na cruz: Depois de três horas de agonia, Jesus, sentindo que chegou a sua hora, exclama: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. E, dizendo isso, expira. Um soldado perfura o seu lado com uma lança, e dele sai sangue e água, símbolos do batismo e da eucaristia. Jesus entrega a sua vida, consumando a sua obra redentora. Aprendemos que ao morrer para o pecado, Jesus vive para Deus.
  13. Jesus é descido da cruz e entregue a sua Mãe: José de Arimateia, um discípulo oculto de Jesus, pede a Pilatos o corpo de Jesus, e obtém a permissão. Ele, junto com Nicodemos, outro discípulo secreto, descem o corpo de Jesus da cruz, com cuidado e respeito. Eles o envolvem num lençol de linho e o entregam a Maria, sua Mãe, que o recebe em seus braços, com dor e ternura. Ela o contempla com amor e o oferece ao Pai, unindo-se ao seu sacrifício, Maria representa a Igreja, que acolhe o corpo de Cristo, na palavra e na eucaristia.
  14. Jesus é sepultado: José de Arimateia e Nicodemos levam o corpo de Jesus até um sepulcro novo, que José tinha mandado preparar para si, num jardim perto do Calvário. Eles depositam o corpo de Jesus no sepulcro, enrolado num lençol, e rolam uma grande pedra para fechar a entrada, saindo em silêncio, tristes e silenciosos. Maria e algumas mulheres ficam junto ao sepulcro, velando o seu Senhor. Eles o sepultam com a esperança da sua ressurreição.

 

 

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