DOMINGO EM ALBIS: RENOVAÇÃO DA FÉ E CELEBRAÇÃO DA RESSURREIÇÃO

Domingo em Albis, com sua aura de mistério e significado profundo, emerge como um dia singular no calendário litúrgico, é o primeiro domingo após a Páscoa, quando os ecos da ressurreição ainda reverberam nas almas dos fiéis, nesse dia, as vestes brancas dos neófitos, que simbolizam a pureza e a nova vida em Cristo, são depositadas, mas a essência da fé permanece.

O termo “In Albis” evoca imagens de túnicas alvas, como as asas de anjos, desdobrando-se sobre os ombros dos recém-batizados, essa tradição remonta aos primeiros séculos do cristianismo, quando os catecúmenos, após receberem o sacramento do batismo na Vigília Pascal, usavam essas vestes brancas durante toda a semana, no Domingo em Albis, eles as retiravam, marcando o fim da festa pascal, o branco, símbolo de pureza e luz, cedia espaço às roupas cotidianas, mas a fé permanecia.

O Evangelho proclamado nesse dia nos transporta ao Cenáculo, onde Jesus apareceu duas vezes aos apóstolos. A primeira aparição, na ausência de Tomé, deixou marcas profundas, a segunda, com Tomé presente, é um testemunho da misericórdia divina. Tomé, o incrédulo, toca as chagas de Cristo e exclama: “Meu Senhor e meu Deus!” (João 20,28). Essa experiência de fé, mesmo sem ver, ecoa em nossos corações. Somos convidados a acreditar, a tocar as feridas da humanidade e encontrar nelas a presença de Deus.

Na liturgia do Domingo em Albis, a Eucaristia ocupa um lugar central, o véu do Sacramento esconde o Cristo ressuscitado, mas a fé nos permite vislumbrar Sua presença real, assim como Tomé, somos chamados a crer sem ver, a hóstia consagrada, aparentemente comum, é o Corpo de Cristo, a fé transcende os sentidos e nos conecta à eternidade. Este dia é uma celebração da vida nova em Cristo, a alegria da ressurreição se entrelaça com a gratidão e agradecemos pelas bênçãos da Páscoa, pela vitória sobre a morte e pelo dom da fé, assim o Domingo em Albis nos lembra que a fé não é apenas uma crença abstrata, mas uma experiência viva e transformadora.

Portanto, neste domingo, quando o sol dourado atravessa os vitrais das igrejas e as vozes entoam hinos de louvor, que nossa fé seja renovada, que possamos tocar as chagas invisíveis de Cristo e exclamar, como Tomé, nossa confissão de fé.

E que a celebração da ressurreição se estenda além deste dia, permeando cada momento de nossas vidas. 🙏🌟

 

Curiosidade: O ditado popular “Sou igual a São Tomé, só acredito vendo!” tem raízes profundas e é frequentemente usado para expressar desconfiança em relação a algo que não pode ser comprovado ou que parece improvável. Sua origem bíblica está associada ao apóstolo Tomé, também conhecido como Tomé incrédulo, de acordo com o Evangelho de João (João 20,24-29), Tomé não estava presente quando Jesus apareceu aos outros discípulos após a Ressurreição, ele se recusou a acreditar no testemunho dos outros discípulos de que Jesus havia ressuscitado dos mortos. Tomé declarou: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei” (João 20,25). Assim o ditado reflete a atitude cética de Tomé, que exigia evidências tangíveis antes de acreditar, ele só aceitaria a ressurreição de Jesus se visse pessoalmente as marcas dos cravos e tocasse em Seu lado ferido, expressando a necessidade de provas concretas antes de aceitar algo como verdadeiro. No contexto cotidiano, as pessoas usam essa expressão quando estão desconfiadas ou céticas em relação a afirmações ou ações de outras pessoas. Portanto, quando alguém diz “Sou igual a São Tomé, só acredito vendo”, está enfatizando a importância de ver para crer, especialmente quando se trata de questões de fé ou confiança. 🙏👀

 

 

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