Hoje celebramos a Festa da Apresentação do Senhor, um momento significativo em que a Sagrada Família, consagra Jesus a Deus e purifica Nossa Senhora após o parto. Essa celebração também era conhecida como a “Purificação de Maria”, lembrando-nos da íntima união entre Cristo e Maria pelo mistério da Encarnação.
Desde o século IV, no Oriente, essa festa já era celebrada, sendo chamada de “Festa do Encontro”, referindo-se ao encontro de Jesus com Simeão e Ana. No Ocidente, essa tradição chegou a Roma no século V, e logo depois foi acrescentada a bênção das velas.
A Festa da Apresentação do Senhor é sempre comemorada no dia 2 de fevereiro, marcando 40 dias após o nascimento de Jesus, conforme a Lei de Moisés, que estipulava a consagração do primogênito a Deus e a purificação da mãe após o parto.
Na Bíblia, encontramos o relato detalhado da Apresentação do Senhor no Evangelho de São Lucas, capítulo 2, versículos 21 e seguintes. São Lucas nos narra que, oito dias após o nascimento, Jesus foi circuncidado e, quarenta dias depois, levado a Jerusalém para ser apresentado ao Senhor. Esse momento é de grande importância para entender a história da salvação anunciada a Israel.
Segundo a tradição na época, os primogênitos eram consagrados a Deus para o serviço do culto. Embora Jesus fosse o Filho amado do Pai e já consagrado desde toda a eternidade, Ele se fez obediente à Lei para nos resgatar do pecado e da morte eterna.
Nossa Senhora, apresentou-se no Templo para a purificação ritual, mesmo sendo a Imaculada Conceição, concebida sem pecado original. Maria nos ensina o caminho da humildade e da obediência à Lei de Deus, mostrando-nos que, mesmo sem necessidade, seguiu os preceitos legais para nos dar exemplo de santificação.
No Templo, encontramos Simeão, um homem justo e piedoso que esperava a consolação de Israel. Simeão, movido pelo Espírito Santo, reconheceu Jesus como o Messias esperado, proclamando duas palavras: uma de júbilo e outra de profecia. Ele anunciou que Jesus seria luz para as nações e a glória de Israel, mas também seria sinal de contradição, destinado à queda e elevação de muitos.
Ana, uma viúva e profetisa anciã, também estava presente no Templo. Ela louvou a Deus ao ver Jesus e anunciou a todos que o Menino era o Redentor esperado. Ana representa a profecia e a esperança, assim como Simeão, ambos apontando para a jovialidade esperançosa.
A tradição da bênção das velas, conhecida como Festa da Candelária, é uma bela representação de Cristo como Luz das nações. Essa liturgia, ainda celebrada em muitos lugares, nos lembra da Luz de Cristo que ilumina as trevas do mundo.
Queridos irmãos e irmãs, essa festa nos ensina quatro grandes lições:
- A indissociável união entre o mistério de Cristo e de Maria.
- A Encarnação, que está intimamente ligada ao mistério da morte e ressurreição de Jesus.
- O valor da obediência a Deus e à sua Lei, como exemplo de Cristo e Maria.
- A virtude da esperança, que deve ser cultivada em nossos corações, assim como fizeram Simeão e Ana.
Que essa celebração renove nossa fé e nos faça cantar com Simeão e Ana: “Agora, Senhor, segundo tua palavra, deixas teu servo ir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo.”
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